por Admin - 01/07/2020
A medicina ortomolecular – ou biomolecular – é uma grande aliada da saúde, quando bem aplicada. Seu princípio básico é a diminuição dos radicais livres, ou seja, os oxidantes que o corpo produz ao longo da vida.
No Brasil, essa prática já tem mais de 25 anos, porém o conceito nasceu em 1968, quando o químico Linus Pauling criou a técnica, baseada na Terapia de Radicais Livres e Envelhecimento, proposta por Denham Harman, pesquisador norte-americano, em 1956.
Os benefícios da medicina ortomolecular só têm sido comprovados ano a ano. Entretanto, para que o tratamento gere o resultado esperado, é fundamental adotar práticas adequadas ao seu estilo de vida e características físicas.
Interessou-se pelo tema? A seguir te explicamos como funciona a medicina ortomolecular e seus benefícios.
Todos os seres humanos produzem radicais livres. O tempo todo. Uma parte deles é utilizada pelo próprio corpo para se proteger de invasores que causam infecções e outra [arte (cerca de 90%) vaga pelo organismo, oxidando tecidos e modificando o núcleo das células.
O excesso de oxidantes no organismo é produzido, em grande parte, por hábitos como o tabagismo, a poluição, o estresse, a alimentação inadequada, o esforço físico exagerado e até a exposição a produtos químicos.
A prática ortomolecular entra em cena como um agente que contribui para o processo de melhoria da pele e emagrecimento. Com aplicação individual, ela depende dos exames, medicamentos e histórico do paciente, bem como da análise de vícios, hábitos alimentares, etc.
As principais doenças que afetam o corpo humano podem ser tratadas pela prática ortomolecular.
Um exemplo são males respiratórios como bronquite, rinite e asma. Nessas situações há grande liberação de radicais livres, pois o organismo os produz em excesso para combater a infecção.
Como só parte desses radicais é utilizado no combate à infecção, o antioxidante proporcionado pela medicina ortomolecular neutraliza a ação dos radicais livres em excesso. A longo prazo, essa terapia aumenta a imunidade do corpo.
Outra condição é o diabetes, que pode ser tratado pelo médico endocrinologista em conjunto com o ortomolecular, que protege e impede a glicação das proteínas, reduzindo gradativamente a necessidade de insulina.
O uso de antioxidantes ajuda a combater os radicais livres, muito comuns no organismo do diabético devido à oscilação dos níveis de glicose. Primeiramente, são eliminados os metais tóxicos, como chumbo e alumínio, e, depois, é feita a reposição de antioxidantes, como vitaminas, sais minerais e aminoácidos.
Para que doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer e Parkinson não apareçam, a medicina ortomolecular tem o poder de agir preventivamente, já que essas condições estão ligadas ao aumento dos radicais livres e oxidação das estruturas celulares.
Em casos de câncer, a terapia ortomolecular age como complemento da abordagem tradicional. A reposição de antioxidantes dribla os efeitos da quimioterapia e da radioterapia e, por isso, preserva o restante do organismo, minimizando a produção de radicais livres.
A obesidade é uma das doenças que mais atrai adeptos da terapia ortomolecular. Isso porque, além de combater os radicais livres, essa abordagem prega a reeducação alimentar, reduzindo ansiedade, compulsão por doces e nervosismo.
Uma avaliação de cada paciente e seus exames é necessária para gerar uma indicação precisa do que ele precisa. Entretanto, sabe-se que algumas fórmulas manipuladas em geral são prescritas para a pessoa, de acordo com suas carências.

Um dos princípios da alimentação ortomolecular é substituir os alimentos industrializados pelos in natura, carboidratos refinados pelos integrais, leites e derivados integrais por desnatados, e carnes vermelhas por aves sem pele, peixes e clara de ovo.
É vetado o consumo de carne vermelha e gema de ovo. Os carboidratos simples (pão branco e arroz branco) são proibidos na última refeição do dia.